quarta-feira, 7 de maio de 2008
domingo, 4 de maio de 2008
O frio retorna a cidade. Que bom! Vinhos mais encorpados a mesa, pescoços enrolados em cachecóis, casacos pesados. Pensamentos leve. De um tempo que ao olhar para trás não via uma torre colorida na Av. Paulista, mas via o Empire State. De um tempo em que percorria a Park em uma linha reta para chegar em casa.
O frio trás boas lembranças. Lembra lugares e bebidas quentes. Lembra histórias de livros pesados. Lembra de pés no chão, mas cabeça no ar. Lembra solidão acompanhada de histórias inesquecíveis. Lembra os pequenos em pijamas longos e pés no chão. Cafés da manhã intermináveis e choro para ir para escola. E choro para deixar a escola.
Lembra beijos dados e roubados embaixo de casacos pesados. Lembra cantadas que usaram o frio como forte aliado. Lembra a expectativa de uma manhã branquinha e também a distância dos amigos.
sábado, 3 de maio de 2008

Há momentos em que acho que não reconheço a mim mesma. Falando com pessoas com quem nunca achei que fosse falar, fazendo coisas que achava que não iria fazer, sentindo o que achava que não iria sentir. Me sinto bem, me sinto diferente. Um diferente bom. Mais responsável, mais saudável. Mais adulta. Ainda há um pouco da adolescente que tenta se definir, mas isso são em raros momentos, os de fraqueza. Mas estou feliz, pois tenho por perto mãos que posso segurar quando o resto falha e que são as mesmas que seguro quando tudo dá certo.
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