O Fim dos Tempos eh realmente o fim do mundo. Nove de julho em Sao Paulo eh feriado. Feriado regional que insisto em afirmar para os paulistanos que no fundo no fundo nao eh feriado. Mais uma birrinha de gaucha com paulista. Feriado mesmo eh o vinte de setembro! Enfim, depois de uma noite brigando comigo mesma e com uma gripe fui trabalhar. Afinal, nove de julho nao eh feriado. Com a unidade mais vazia o plantao foi lento. Foi bom, precisava de uma folga.
Terminado o plantao, casualmente, um grande numero de amigos tinha a tarde livre hoje. Aproveitamos para almocarmos juntos e colocar a fofoca em dia. Saimos mais para lah do que para cah. Com a lei do alcool ainda em vigor, fomos para casa a pe (eh a vantagem da vizinhanca) e depois de um merecido soninho foi ao cinema.
Sinceramente acho que algumas pessoas nao tem nocao de convivio social, principalmente no Brasil, tao conhecido como terra de gente "quente". Eh fato que a demonstracao de afeto entre casais neste pahis eh grande. Por experiencia, maior do que em varios paises espalhado a fora. Mas de ter essa liberdade e nao saber se controlar no cinema tem limite. Cheguei mais cedo, sentei num lugar bom, vazio ateh 5 minutos depois dos traillers comecarem. Um casal sentou-se ao meu lado comecou o beija, agarra, sussuroros entre outras coisas. Vamos e convenhamos soh se aguenta isso quando se estah fazendo isso. Senao, haja paciencia.
O filme comeca e jah do trailler conhecido mostra uma epidemia que inicia em NYC em que, por algum motivo, as pessoas se matam. Fala serio? Se matar? Em NYC? Enfim. A trama segue, com uma pessima atuacao do ator principal e da parceira um tanto quanto inospita (nessa altura eu jah tinha trocado de poltrona no cinema). O filme continua e parece ser uma sequencia das varias maneiras de como cometer suicidio. Atrocidades sem fim. Dez minutinhos a mais e eu estava saindo de lah. Dai-me paciencia! Pagar para ver suicidio em massa? E gastar milhoes para produzir suicidio em massa eh mesmo o fim dos tempos. Levantei no meio da sessao e fui embora.
Entrei cinco salas adiante - Deus abencoe o Cinemark- e me preparei para ver a Cameron Dias e o Mr. Demi Moore em mais uma comedinha romantica. A mesma Nova Iorque. Ninguem se matando. Nem quando eles vao para o Brooklin. Casalsinho que se conhece em Vegas e casa por lah. Receita basica que todos sabem o que acontece no final - pra ser sincera desta vez fiquei com um pouco de duvida de tanto que o senhor Moore pegou pesando com Ms. Diaz. Mas, felizmente tudo dah certo no final. Ninguem se matou. Ninguem morreu. Ninguem incomodou ninguem pela falta de um quarto de motel. Ainda bem!

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