Se em outros textos escrevi a similaridade da minha neighborhood com New York e seus arredores, tenho que fazer algumas consideracoes. Ou, talvez, varias. Terca feira a noite, voltando do trabalho, musica nos ouvidos, cabelo chapadisssimo, calca com bolsos (como eh bom), blusinha e blazer. Sapato baixo. Nada demais. Mochila nas costas, nada demais mesmo. Resolvi me aventurar a procurar um bar indicado na revista que recebo semanalmente. Comeco a descer a Augusta, que cah entre nohs, eh sempre uma aventura. Andava, curtindo a noite, nao passando mais que uma quadra, passei por varios mundos: casas masculinas, bares baratos e outros frequentados por policiais que paravam para um cafeh. Discotecas fechadas. Lojas fechadas. Continuei pensando quantos mundos a Augusta abriga e, de repente, o lugar chegou. Discreto, nao muito facil de achar se voce nao prestar atencao.
Porta aberta, lugar meio escuro. Fiquei algum tempo na calcada, medindo o lugar. Olhei o balcao com taps de cerveja, ouvia um rock'n'roll saindo pela porta e, quase lah no fundo, ao chao, varias listras brancas, pintadas paralelamente uma a outra: entendi o recado. Entrei. Foi um alivio. Estava fora de Sao Paulo em questoes de segundos. Abbot Ale, pessoas legais para conversar e mais uma opcao para quando quiser sair do pahis, sem precisar tirar o passaporte do bolso.

Nenhum comentário:
Postar um comentário