Desceu do carro. Bolsa numa mao, brincos na outra. La se foi mais uma tarrachinha do par. Ficou pensando no buraco negro para onde ia uma tarracha do par, assim como uma meia do par. Sempre tem um do par que parece ir para onde ninguem mais acha. Olhou o seu reflexo no vidro da entrada do predio: jah era dia! Abriu a bolsa e, ao tirar a chave, viu restos de confetes e estrelinhas prateadas de uma festa que foi ha muito tempo. Achou graca da memoria. Nao sabia por que ainda nao tinha jogado tudo fora. Talvez no dia seguinte fizesse isso. Ou nao!
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