Senti saudades, liguei e ele apareceu. Era uma boa hora. Jah me sentia pronta.
Abri a porta e vi aquele rosto familiar num lugar familiar, numa situacao familiar: chegando a minha casa depois de um tempo de ausencia. Sim, eu tinha acertado: jah era em tempo de ve-lo novamente. Nos abracamos. Foi diferente, muito diferente das outras vezes. Foi bom. Algumas outras vezes tinham sido ruins.
Conversamos, rimos, vimos fotos: nao tinhamos fotos juntos. Nao deu tempo. Lembramos que ele tinha prometido me ensinar a dancar: nao deu tempo. Nao o lembrei que tambem tinha prometido a me levar para beber cachaca: tambem nao deu tempo. Aprendi a dancar sozinha e, depois, acompanhada. Estou aprendendo a dancar outras coisas, com outras pessoas. Parece que estou novamente em um novo caminho. E eh bom. Gosto do que estou sentido e do que estou aprendendo a dancar. E com quem estou aprendendo a dancar. Mas acho que tem um espaco na minha vida para ele. Percebi tambem que ha tempo para fotos, para registros de alguma coisa que vivemos. Nao da mesma forma. Mas vi que, acima de tudo, tenho carinho por ele. E para isso, deu tempo.

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