Sahia do trabalho, jah era noite, e caia uma chuva forte. Abria a bolsa na esperanca de achar um guarda chuvaenquanto andava, que sabia que tinha ficado em casa. Chegou no ultimo centimetro coberto antes do temporal e parou. Lah estava ele, sorrindo, parado, de branco, com um guarda chuva.
- Acho que esqueci meu guarda chuva.
Sorriu mais ainda "Pega o meu." Estendeu o braco que o segurava em direcao a ela. "Mas voce vai se molhar" "Nao se preocupa nao, meu cabelo eh mais curtinho que o seu, seca rapido." Sorriu e pegou o guarda chuva meio desajeitada, mas feliz. Caminhou em direcao a ele tentando desviar das pocas d'agua sem muito sucesso. Era dificil se equilibrar com a bolsa num ombro, o guarda chuva na mao.
- Me dah a sua mao, que eu te ajudo a saltar a poca.
Deu a mao para ele por instinto, molhou-se um pouco ao tentar desviar o guarda chuva do rosto dele, mas logo o recolocou numa posicao que a ajudava a nao se molhar. Saltou uma poca com sua ajuda, desviou de outra e ele ainda o ajudava. Olhou para ele e viu seu cabelo castanho escuro curto enxarcado e seus olhos verdes olhando para frente. Andaram mais um pouco e ainda havia chuva, mas nao havia mais pocas. Ela tentou soltar a mao e ele nao deixou. Segurou mais forte. Agora os olhos verdes olhavam para ela e sorria e a trouxe um pouco mais proxima dele.
sábado, 31 de janeiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Fast date
E numa linda manha de sol, sentaram-se num cafe para conversar. Havia a tranquilidade das luzes, do lugar, do fato que jah se conheciam o suficiente para poder simplesmente sentar num cafe e conversar. De alguma maneira ela nao esquecera que ha algum tempo atras, quando discutiram uma vez, ele argumentou que eles nem se conheciam direito - e como podiam, se ateh entao nao havia surgido muitas oportunidades. Ela jah na epoca sabia que seria questao de tempo e agora, anos depois, estavam ali, tomando um cafe.
Ficava feliz de ve-lo, todas as vezes, talvez por que nao fossem muitas. A conversa saia um pouco devagar, mas ainda saia. Nao sabia se era ele, ou ela, ou se foi a maneira repentina como se encontraram:
- Alo?! Oi, acho que te vi descendo a rua. Nao tenho certeza, pois foi uma fracao de segundos e achei que fosse voce.
- Oi! Serah? Onde voce ta?
E estavam na mesma rua, na mesma hora e naquele exato segundo que ela se virou dentro da loja, ela o viu. Combinaram e se encontraram. Esse pensamento passou em flashes e quando se deu conta ele estava na sua frente, falando.
Mas mesmo com toda a intimidade que os anos trouxeram, uma coisa a incomodou. Os olhos dele. Nao sabia o quanto isso ainda poderia afeta-la tanto. E afetou de um jeito que quando ele a perguntou alguma coisa, ela gaguejou e teve que parar para pensar no que falaria para nao gaguejar de novo. Nao conseguia saber se ele reparou nisso ou nao. Achou melhor pensar que nao e continuou a conversar, mas evitava os olhos.
O tempo voou e ela disse que tinha que ir. Sairam, caminharam um pouco e se desperiram no cruzamento da rua que sempre se encontravam, com a rua onde uma vez disseram adeus um para o outro, ha muito tempo atras, sem saber se, um dia, se veriam novamente.
Ficava feliz de ve-lo, todas as vezes, talvez por que nao fossem muitas. A conversa saia um pouco devagar, mas ainda saia. Nao sabia se era ele, ou ela, ou se foi a maneira repentina como se encontraram:
- Alo?! Oi, acho que te vi descendo a rua. Nao tenho certeza, pois foi uma fracao de segundos e achei que fosse voce.
- Oi! Serah? Onde voce ta?
E estavam na mesma rua, na mesma hora e naquele exato segundo que ela se virou dentro da loja, ela o viu. Combinaram e se encontraram. Esse pensamento passou em flashes e quando se deu conta ele estava na sua frente, falando.
Mas mesmo com toda a intimidade que os anos trouxeram, uma coisa a incomodou. Os olhos dele. Nao sabia o quanto isso ainda poderia afeta-la tanto. E afetou de um jeito que quando ele a perguntou alguma coisa, ela gaguejou e teve que parar para pensar no que falaria para nao gaguejar de novo. Nao conseguia saber se ele reparou nisso ou nao. Achou melhor pensar que nao e continuou a conversar, mas evitava os olhos.
O tempo voou e ela disse que tinha que ir. Sairam, caminharam um pouco e se desperiram no cruzamento da rua que sempre se encontravam, com a rua onde uma vez disseram adeus um para o outro, ha muito tempo atras, sem saber se, um dia, se veriam novamente.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
E ha aqueles que voce encontra na hora certa, mas no momento errado.
Que pegadinha eh essa? A vida te apresenta o amor da sua vida, mas soh para voce saber que ele existe, porque logo ele se vai.
Volta de vez em quando, mas vai. E as vezes voce acha que eh soh mais um que te fez suspirar um pouco mais fundo. Mas no fundo, naqueles momentos, sabe que eh ele, por que eh ele que voce gostaria de estar dividindo um otimo momento.
Voce olha para a vida e ela, muitas vezes ri pra voce, ou seria de voce?
D2- um pouco mais leve, but it does still scratches
Que pegadinha eh essa? A vida te apresenta o amor da sua vida, mas soh para voce saber que ele existe, porque logo ele se vai.
Volta de vez em quando, mas vai. E as vezes voce acha que eh soh mais um que te fez suspirar um pouco mais fundo. Mas no fundo, naqueles momentos, sabe que eh ele, por que eh ele que voce gostaria de estar dividindo um otimo momento.
Voce olha para a vida e ela, muitas vezes ri pra voce, ou seria de voce?
D2- um pouco mais leve, but it does still scratches
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
domingo, 11 de janeiro de 2009
Inicio de ano novo. Passado, presente e futuro se misturam.
Sentada numa pilha de livros, cercada por um mundo de ideias. Regata branca, calca listrada, cabelos rebeldes presos atras.
Na frente um lap, a esquerda, um calice de vinho tinto, a direita uma garrafa d'agua.
Joelhos dobrados.
Pensa se deve tomar uma atitude brusca ou se deixa as coisas aparecerem (sempre apareceram).
Falar em terceira pessoa parece uma boa ideia, ateh que passe pela detox e descubra o que quer ser neste proximo ano.
Sentada numa pilha de livros, cercada por um mundo de ideias. Regata branca, calca listrada, cabelos rebeldes presos atras.
Na frente um lap, a esquerda, um calice de vinho tinto, a direita uma garrafa d'agua.
Joelhos dobrados.
Pensa se deve tomar uma atitude brusca ou se deixa as coisas aparecerem (sempre apareceram).
Falar em terceira pessoa parece uma boa ideia, ateh que passe pela detox e descubra o que quer ser neste proximo ano.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Escolhas que fizemos nem sempre acontecem em momentos de encruzilhadas. As vezes sao atitudes que nos parecem ser tomadas naturalmente no decorrer do caminho. Tudo parece muito normal como se nao houvesse nem o momento da escolha.
Ainda ha escolhas que nao nos deixaram fazer. Ha coisas que nao escolhemos e que jah foi escolhido e que nao ha volta. Nem sempre tao ruim como pode soar. As vezes desafiadoras.
A vida nem sempre eh um mar de rosas o tempo todo e para todos. Para alguns menos dificil que para outros. Mas para qualquer problema ha sempre a chance de fazer uma chapinha em dias umidos, colocar um vestido soltinho em periodos de vacas gordas, um salto para se sentir por cima. Ha sempre uma boa musica, um bom livro e se voce tiver muita sorte, um bom amigo por perto.
E quando achar esse momento eh para pegar e eh para nao largar mais!
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Back to Step

Algumas das minhas resolucoes de ano novo nao se diferem muito dos anos anteriores: dietas, economias, habitos saudaveis, mais cultura, mais pessoas interessantes na minha vida, mais livros, menos televisao.
Ha dois dias atras dei inicio ha algumas delas. Mesmo com o verao outonal de sao paulo, tomei coragem, superei a ressaca pos plantao, coloquei tenis, camiseta e shorts, agarrei o meu MP3 e me toquei para academia. Why did it take so long?
Definicoes de alegria diferem-se de pessoa para pessoa, ateh ahi nenhuma nova america descoberta. Difere-se tambem, na mesma pessoa, em diferentes estagios da vida. Ou vai dizer que o que te fazia feliz aos oito anos de idade ainda te faz feliz agora? Novidade ahi tambem nao existe. Confabulacoes apenas para chegar a conclusao que o que me fez feliz nesta tarde foi uma boa aula de step. Adoro um desafio, claro. Meu professor de step antes mesmo de me conhecer, me perguntou se eu era mesmo aluna de nivel intermediario. Confesso que pensei duas vezes, depois que pensei que ha mais de 2 anos nao coloco "um peh no step". Mas metida do jeito que sou e confiando no meu taco lah fui eu.
Sem comentarios! Eu era a pessoa mais feliz do mundo (ao menos dentro daquelas quatro paredes). Musica alta, tenis, camiseta e dancar, dancar, dancar. Eu me esqueci como era muito feliz fazendo step, mesmo de nivel intermediario. Tive meus momentos de peixinho dourado, esqueci parte da coreografia de tres modulos em alguns momentos. Mas no geral fui bem. Bem feliz.
Nao dah para esquecer. Nao posso esquecer nem nos bons nem no maus dias. Nem nas ressacas pos plantoes. Em periodos de marasmos e aguas calmas, nada como a academia para fazer o coracao bater. Ao menos por enquanto.
Ha dois dias atras dei inicio ha algumas delas. Mesmo com o verao outonal de sao paulo, tomei coragem, superei a ressaca pos plantao, coloquei tenis, camiseta e shorts, agarrei o meu MP3 e me toquei para academia. Why did it take so long?
Definicoes de alegria diferem-se de pessoa para pessoa, ateh ahi nenhuma nova america descoberta. Difere-se tambem, na mesma pessoa, em diferentes estagios da vida. Ou vai dizer que o que te fazia feliz aos oito anos de idade ainda te faz feliz agora? Novidade ahi tambem nao existe. Confabulacoes apenas para chegar a conclusao que o que me fez feliz nesta tarde foi uma boa aula de step. Adoro um desafio, claro. Meu professor de step antes mesmo de me conhecer, me perguntou se eu era mesmo aluna de nivel intermediario. Confesso que pensei duas vezes, depois que pensei que ha mais de 2 anos nao coloco "um peh no step". Mas metida do jeito que sou e confiando no meu taco lah fui eu.
Sem comentarios! Eu era a pessoa mais feliz do mundo (ao menos dentro daquelas quatro paredes). Musica alta, tenis, camiseta e dancar, dancar, dancar. Eu me esqueci como era muito feliz fazendo step, mesmo de nivel intermediario. Tive meus momentos de peixinho dourado, esqueci parte da coreografia de tres modulos em alguns momentos. Mas no geral fui bem. Bem feliz.
Nao dah para esquecer. Nao posso esquecer nem nos bons nem no maus dias. Nem nas ressacas pos plantoes. Em periodos de marasmos e aguas calmas, nada como a academia para fazer o coracao bater. Ao menos por enquanto.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Priceless
2009 ... Sao Jose dos Campos
Eh alguma coisa naquele vale que me faz relembrar que a vida volta a valer a pena. Que nem tudo precisa ser alto como em Sao Paulo. Que as vezes uma vista para as montanhas da janela da cozinha e da cidade calada, a noite, do alto do decimo oitavo andar, podem fazer voce respirar mais leve. As vezes sinto que posso flutuar quando estou por lah - o que tambem pode ser mera sensacao de uma visitante exporadica.
Ano novo, lap novo - adeus vagalume! Mug novo: the fab four agora me acompanham durante os cafes - Paul, Jonh e companhia. Livro novo: o segundo, jah de olhos no terceiro. Amigos antigos: como isso eh bom!
Talvez toda a simplicidade requintada da ocasiao molde o ano que vira: poucos bons amigos, familia, boas bebidas, boas comidas, excelentes companhias. Um amigo que carrego ha anos e que parece que mesmo apesar de tempo e distancia nos vimos semana passada.
Highlight? Primeiro de janeiro! Ressaca da noite anterior regada a vinho portugues e banho de piscina no dia de sol. Tres da tarde, ressaca do almoco de olho no jantar. Quadra de basquete em frente a cama elastica, ao lado da piscina. Quem perder a rodada tira uma peca de roupa: contam brincos, chinelos (um de cada vez) e relogio. Um shoot para cada e muda a posicao na quadra.
Xuaaaa, xuaaaaa. Duas, tres seguidas. Conversas in between que extrapolam os limites nacionais. Conversas in between que buscam um passado remoto e um nao tao remoto assim. Planos pro futuro decorrentes de projetos passados. Tah tudo dando certo. menos o jogo, para ele. Uma rodada em cima e paramos quando jah estavamos descalcos.
Priceless
Eh alguma coisa naquele vale que me faz relembrar que a vida volta a valer a pena. Que nem tudo precisa ser alto como em Sao Paulo. Que as vezes uma vista para as montanhas da janela da cozinha e da cidade calada, a noite, do alto do decimo oitavo andar, podem fazer voce respirar mais leve. As vezes sinto que posso flutuar quando estou por lah - o que tambem pode ser mera sensacao de uma visitante exporadica.
Ano novo, lap novo - adeus vagalume! Mug novo: the fab four agora me acompanham durante os cafes - Paul, Jonh e companhia. Livro novo: o segundo, jah de olhos no terceiro. Amigos antigos: como isso eh bom!
Talvez toda a simplicidade requintada da ocasiao molde o ano que vira: poucos bons amigos, familia, boas bebidas, boas comidas, excelentes companhias. Um amigo que carrego ha anos e que parece que mesmo apesar de tempo e distancia nos vimos semana passada.
Highlight? Primeiro de janeiro! Ressaca da noite anterior regada a vinho portugues e banho de piscina no dia de sol. Tres da tarde, ressaca do almoco de olho no jantar. Quadra de basquete em frente a cama elastica, ao lado da piscina. Quem perder a rodada tira uma peca de roupa: contam brincos, chinelos (um de cada vez) e relogio. Um shoot para cada e muda a posicao na quadra.
Xuaaaa, xuaaaaa. Duas, tres seguidas. Conversas in between que extrapolam os limites nacionais. Conversas in between que buscam um passado remoto e um nao tao remoto assim. Planos pro futuro decorrentes de projetos passados. Tah tudo dando certo. menos o jogo, para ele. Uma rodada em cima e paramos quando jah estavamos descalcos.
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