Conversavam sentadas sob o sol forte, protegidas sob uma cortina branca, que armava um toldo sobre aquelas duas pessoas. Conversavam como jah haviam conversado varias vezes, mas naquele momento havia uma magia a mais na situacao.
- E no final de tudo, depois do passar dos anos, se nao houver a complicidade para duas pessoas conversarem uma com a outra, nao ha como manter uma relacao.
Sabia disso, mas no contexto em que a frase foi colocada teve um sentido completamente diferente. Sabia que estava num ponto de decisao e nao sabia quando tempo mais poderia prorrogar.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
De volta.
E depois de tanto tempo (os dez dias mais longos do ano)ele estava de volta. Assim, simplesmente lah. Ha quantos dias ela esperava por aquele momento. Quando o viu nao sabia direito o que fazer. Camiseta branca, bermuda azul, chinelo de dedo, oculos em frente a um par de olhos cansados. Cansados, mas feliz. Nao sabia o que fazer ou o que dizer. O coracao pulou ao mesmo tempo que estava em paz. Deixou-se levar nos seus bracos abertos que logo a abracou, se aconchegou no seu peito e sentiu o seu cheiro. Ouviu seu coracao batendo. Sim, era verdade e nao sonho: ele estava de volta e ela estava ainda mais feliz. O dele fazia "tum" e o dela, "tah", todas as vezes que se viam.
Tchau, Mari
A festa nao estava terminando, mas para ela era como se jah estivesse no fim. Sentada, na primeira fila, esperava que ele ligasse. Sim, ele voltou e ela estava feliz por isso. Mas ali, dentro daquele teatro de Arena, agora escuro, onde dancaram ateh poucos minutos atras, pensava como cada uma daquelas pessoas fizeram diferenca da sua vida. Pensou que gostaria de se despedir de todos, mas sabia que nao daria tempo. Eram tantos. Pensou em um por um e no quanto tinha sorte por te-los na vida dela. E entao aconteceu: entre o espaco de duas apresentacoes o telefone tocou e ele a chamou para o lado de fora do teatro. Estava triste, mas nao ao mesmo tempo. Ele a esperava logo em frente. Levantou-se ainda no escuro, despediu-se de dois que estavam ao seu lado. Saiu correndo pela lateral do palco e viu do outro lado, com o microfone na mao, aquele que fez toda a diferenca na sua vida nos ultimos seis meses. Nao tinha como dizer adeus a ele.
Lembrou da primeira aula, ficou lah no fundo. Quase nao conversaram. Aos poucos ela foi chegando cada vez mais pra frente, fila a fila. Ateh que ficava a sua direita na primeira fila na aula. Era seu mestre na danca. Ensinou o caminho, mas ela tinha que descobrir por seus proprios pehs como chegaria lah. Pehs no inicio desengoncados para a danca de salao. Quadril inapropriado que se negava a movimentar no ritmo da musica. Tinha receio de tocar nas outras pessoas, mesmo que para dancar. Ele a pegou de jeito e a fez dancar. Foi duro, foi exigente e ela gostou, pois nao ficaria feliz com nada menos do que aquilo. Se esforcou mesmo abaixo de criticas e sem nenhum elogio nesses ultimos meses. E evolui.
A evolucao passou na sua cabeca em milesimos de segundo e a fez parar no final do palco para se despedir. Ficou parada ateh o momento que ele olhou para ela e ela soh abanou, um pouco timida de atravessar o palco para abraca-lo.
- Jah vai? Perguntou ao microfone para que todos ouvissem.
Ela acenou consentindo.
- Entao tah: Tchau, Mari!
Gritou do microfone em frente a plateia. Ouviu algumas despedidas isoladas que nao sabia exatamente de quem era, dizendo a mesma frase. Se despedindo. Ouviu um de um lado, outro do outro. De repente duas ou mais poucas vozes se uniram e se despediram. Ela procurou, queria ver, mas nao enxergava. Quando estava desistindo de pocurar ouviu a plateia inteira gritar:
-TCHAU, MARI!
E entao foi isso, o desfecho que ela nao imaginava. Sozinha, quase no meio do palco, acenou para todos aqueles que imaginava estar lah mas nao via. Foi melhor assim, pois na sua cabeca todos estavam lah. E mais uma vez, aquele mesmo homem que a proporcionou estar dancando, a concedeu outro momento inesquecivel.
Deu as costas e saiu correndo. Mais feliz do que triste: seu mestre ficou para tras mas aquele que a deixava feliz estava logo ali em frente, dentro do carro esperando por ela.
Lembrou da primeira aula, ficou lah no fundo. Quase nao conversaram. Aos poucos ela foi chegando cada vez mais pra frente, fila a fila. Ateh que ficava a sua direita na primeira fila na aula. Era seu mestre na danca. Ensinou o caminho, mas ela tinha que descobrir por seus proprios pehs como chegaria lah. Pehs no inicio desengoncados para a danca de salao. Quadril inapropriado que se negava a movimentar no ritmo da musica. Tinha receio de tocar nas outras pessoas, mesmo que para dancar. Ele a pegou de jeito e a fez dancar. Foi duro, foi exigente e ela gostou, pois nao ficaria feliz com nada menos do que aquilo. Se esforcou mesmo abaixo de criticas e sem nenhum elogio nesses ultimos meses. E evolui.
A evolucao passou na sua cabeca em milesimos de segundo e a fez parar no final do palco para se despedir. Ficou parada ateh o momento que ele olhou para ela e ela soh abanou, um pouco timida de atravessar o palco para abraca-lo.
- Jah vai? Perguntou ao microfone para que todos ouvissem.
Ela acenou consentindo.
- Entao tah: Tchau, Mari!
Gritou do microfone em frente a plateia. Ouviu algumas despedidas isoladas que nao sabia exatamente de quem era, dizendo a mesma frase. Se despedindo. Ouviu um de um lado, outro do outro. De repente duas ou mais poucas vozes se uniram e se despediram. Ela procurou, queria ver, mas nao enxergava. Quando estava desistindo de pocurar ouviu a plateia inteira gritar:
-TCHAU, MARI!
E entao foi isso, o desfecho que ela nao imaginava. Sozinha, quase no meio do palco, acenou para todos aqueles que imaginava estar lah mas nao via. Foi melhor assim, pois na sua cabeca todos estavam lah. E mais uma vez, aquele mesmo homem que a proporcionou estar dancando, a concedeu outro momento inesquecivel.
Deu as costas e saiu correndo. Mais feliz do que triste: seu mestre ficou para tras mas aquele que a deixava feliz estava logo ali em frente, dentro do carro esperando por ela.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
The ending.
A historia virou filme e ela sabia que uma hora terminaria. Terminou. Chegou a conclusao de que gostou de algumas cenas, adorou a trilha sonora. O final deixara a desejar. Conhecia as ultimas cenas, onde os personagens que se afastam juram nunca deixar um ao outro, mas que no final sabia que isso nao aconteceria. A vida faria que, intencionalmente, ou nao, tomassem rumos diferente. Sabia que, desta vez, dificilmente fariam uma continuacao. E nao esperava por isso.
Mais uma pagina virada.
What's next?
Mais uma pagina virada.
What's next?
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
4 dias.
Sentia-se mais pequeninha a medida que o tempo passava. E olha que soh havia passado 6 dias. Os dias eram longos demais. Os sonhos jah estavam ficando tristes demais. Fazia o mesmo caminho de antes, mas agora parecia cada vez mais cinza. Parecia que tudo perdia a cor,ateh o seu parceiro na danca. Jah nao cabia mais em si. Contava dias e horas para que chegasse a hora dele voltar.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
E a deixou.
Entao ela o viu deixa-la. Ali, no meio da rua. Ela nao tinha medo mas sentiu o coracao apertar quando o viu atravessar. Jah era tarde, estava cansada. Nenhuma luz no ceu. Carros cada vez mais espacados ainda circulavam. Poucas pessoas na rua. E ele ali, atravessando, deixando-a pra tras. Ele ainda disse umas duas ou tres palavras. Daquelas que dizem por dizer. Ela nao tinha como fazer diferente a nao ser dizer que nao para ele. E ele se foi. E ela andou na direcao oposta. Ele realmente nao entendia nada.
Assinar:
Postagens (Atom)
