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sábado, 30 de janeiro de 2010

Cheers.

Conversavam a milhas de distancias pelo telefone. Tarde da noite. Ela contou do seu dia no hospital. Ele contava do evento qual participava. Ela fez um comentario por brincadeira, se referindo a uma voz feminina que ouvia do outro lado da linha. Longe dela, mas perto dele:

- ... voce pode acreditar que a Mari tah com ciumes de voce?
- Ciumes? Que ciumes? Diga pra ela que eu sou uma coroa... mas perahi: quem eh Mari?
Expectativa do lado de ca. Um breve silencio do outro lado. Os segundos pareciam horas.
- A Mari eh a minha namorada!
- Ah... Mari, relaxa. Eu sou coroa demais pra ele...
Ela ainda sorria sozinha do outro lado. Ele finalmente falou com todas as letras o que ela jah sabia. Mas mesmo assim, ainda era muito bom de ouvir.
- Tah bem, tah bem. Nao to mais com ciumes. Fica bem e dorme bem.

Nao precisava ouvir mais nada. Sabia que o prosseco que comprara "por algum motivo" naquela noite, nao fora em vao.

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